História do CCRS

A 30 de Março de 1980 realizou-se a Assembleia Geral Constituinte do CCRS com a presença de representantes de 34 Associações e Grupos de distrito de Santarém e a 10 de julho foi realizada a escritura do Centro Cultural Regional de Santarém por dez sócios fundadores: Luís Filipe Malha de Almeida Valente; Gualter Rodrigues Pedro; António Oliveira Luís; Francisco Pereira Viegas; António José Esteves Amaral; Maria Raquel Raimundo Mesquita; Nuno Ferreira da Costa Domingos; José Manuel Leandro Pinto Bastos da Silva; Orlando Oliveira Rodrigues; Virgínia da Conceição Ferreira Fróis.

A 30 de Março de 1985 foi criado, na sede do Centro Cultural Regional de Santarém, a Galeria de Arte e espaço polivalente - o Fórum, baptizado de ‘Actor Mário Viegas’ em 1996, em homenagem ao vulto incontornável das artes e da irreverência, natural de Santarém. Nascido da constatação de que, nos centros urbanos é cada vez mais necessário criar espaços de convívio e fruição cultural, que permitam às pessoas romper o isolamento que a rotina do quotidiano lhes impõe e fugir ao consumo passivo dos mass-media, no Fórum Actor Mário Viegas têm-se realizado desde então Exposições de Pintura, Escultura, Desenho, Cerâmica, Fotografia, Ourivesaria, Sessões de Música, de Teatro e de Poesia, Debates, Colóquios, Mesas Redondas, Conferências, Ações de Formação; Ciclos de Cinema, Feiras do Livro e cursos de Artes Plásticas (Pintura, Desenho, Modelação, Azulejaria, Serigrafia, Fotografia).

Cooperativa pautada pela colaboração voluntariosa e empenhada de muitos amigos, cuja nomeação seria impossível de materializar mas a quem se deixa um público e profundo reconhecimento, pela Presidência das suas várias direcções passaram nomes como José Niza, Graça Morgadinho, Maria de Lurdes Asseiro e, actualmente, Elias Cachado Rodrigues.

Sem apoios regulares, O CCRS tem desenvolvido nos últimos mandatos acções culturais sustentáveis, que permitam a sobrevivência e manutenção física do espaço, alargando as suas acções a projectos de intercâmbio internacional no campo da música e das Artes Plásticas; desenvolvendo projectos de cultura por fruição onde se levam as pessoas a visitas guiadas temáticas; alargando as acções para atrair públicos mais jovens e fornecer-lhes opções culturais no espaço da cidade, contribuindo para a sua vivência e, por último, desenvolvendo projectos pluridisciplinares que envolvam municípios, entidades de ensino superior, instituições de cultura nacionais e instituições particulares e que procuram dar relevo e sublinhar factores identitários da região, como já foi o caso do vinho, como será o caso do cavalo, do azeite e do pão.